27 de junho de 2016

Contra os Servidores, Prefeitura de Macapá Propõe 1ª Parcela do 13º Salário em Quatro Vezes


Em assembleia geral realizada na quinta-feira passada (23), os servidores públicos de Macapá rejeitaram por unanimidade uma proposta de parcelamento do décimo terceiro salário enviada pela prefeitura através de ofício encaminhado ao Sindicato dos Servidores Municipais de Macapá (SSMM).

No documento, o prefeito Clécio Luís (REDE) propõe o pagamento da primeira parcela subdividida em quatro vezes a partir de agosto e a segunda integralmente até 20 de dezembro. Nesse sentido, também houve a proposta de quitação da primeira parcela integralmente, mas apenas em novembro, no que também foi rechaçada sem quaisquer cerimônias pelos servidores.

De acordo com o secretário-geral do SSMM, Pedro Santos, os sindicatos fizeram sua contraproposta fundamentada na Lei Orgânica do Município que obriga o prefeito a efetuar o pagamento da primeira parcela até o dia 10 de julho e a segunda com prazo máximo até o dia 20 de dezembro sob pena de sanções legais.


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25 de junho de 2016

Com Quase 100 Dias de Mobilização, Greve da UEAP Chega ao Fim



Em assembleia geral unificada realizada nesta quinta-feira (23), docentes, técnicos administrativos e estudantes deliberam a suspensão da greve na Universidade do Estado do Amapá (UEAP) após quase 100 dias de mobilização em função de um acordo com o governo que prevê a inclusão da pauta do PCCR (Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração) dos técnicos administrativos em votação pelo menos até o dia 31 de agosto deste ano na Assembleia Legislativa.

A greve unificada de docentes, técnicos administrativos e estudantes tinha como algumas de suas principais pautas reposições salariais, investimentos efetivos na infraestrutura da universidade, a regularização do repasse mensal de recursos para manutenção dos campi e a construção do PCCR dos técnicos. No último caso, a promessa do governo de negociação e acordo para a inclusão desta pauta dentro da LOA (Lei Orçamentária Anual) e votação na Assembleia Legislativa até o dia 31 de agosto foi uma das motivações para a “suspensão” do movimento que tem sido interpretada como uma grande derrota pelos segmentos mais combativos da universidade, notadamente a base do movimento estudantil.


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24 de junho de 2016

Em Defesa de Suas Reivindicações, Servidores Pressionam o Governo em Nova Reunião


Em reunião ocorrida na tarde desta quinta-feira (23) com as representações de diversos sindicatos de servidores do estado no Palácio do Setentrião, o governador Waldez Góes (PDT) mais uma vez utilizou o discurso hiperburocrático da crise econômica como manobra para tirar o foco do conjunto de pautas de reivindicações das categorias representadas, principalmente no que tange às campanhas salariais.

A reunião ainda contou com presença de representações do Tribunal de Contas do Amapá (TCE) e da Assembleia Legislativa do Amapá (ALAP), numa legítima frente pró-governo para conter a frente de luta dos servidores que voltaram a cobrar reajustes referentes à data-base, entre outras importantes reivindicações, tal como a incorporação linear do percentual de 2,84% na tabela de todos os servidores, a atualização dos repasses dos descontos consignados para as entidades representativas dos servidores públicos do Amapá, além de denunciarem o ataque às condições de vida dos trabalhadores por meio do parcelamento dos salários e à carreira dos servidores de maneira geral.


As respostas evasivas do governo foram embasadas novamente no mote da recessão econômica que, por sinal, é desconhecida pelos secretários capachos do governo, assim como por outros incontáveis funcionários públicos de alto escalão, tal como os representantes do poder legislativo e do poder judiciário, por exemplo, que continuam a viver às expensas dos trabalhadores amapaenses, inflando o peito para defender suas benesses, os crimes do governador, as propostas patronais previstas em seus acordos escusos e, dessa forma, atacar de maneira hipócrita e implacável toda e qualquer reivindicação dos servidores, transformados em “vilões” do orçamento público por esses senhores que são, na verdade, responsáveis diretos pela completa bancarrota do Amapá.

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23 de junho de 2016

Empresas Demitiram Pelo Menos 1,2 Mil Operários no Amapá em Um Ano


De acordo com informações do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil (STICC), de outubro de 2015 a junho deste ano, cerca de 1,2 mil operários foram demitidos no Amapá sem a menor justificativa das empreiteiras para quem o responsável seria o governo do estado em função do abandono de diversas obras públicas.
Para o secretário do STICC-AP, Francisco Vilhena, a crise econômica no setor entre os anos de 2013 e 2015 sofreu agravos, desencadeando uma onda de demissões em massa de operários da construção civil que tem se refletido principalmente na esfera das obras públicas, federal e estadual. Não por acaso, esse tem sido apontado de maneira oportunista o “motivo” para as demissões, já que as empresas e empreiteiras de maneira geral mantêm com os governos de todos os entes federados contratos milionários para a construção de conjuntos habitacionais, por exemplo, numa relação clara de dependência e parasitismo dos recursos públicos que são, concretamente, o único meio para a “sobrevivência” da maioria das empresas que para garantir seus lucros a qualquer custo não hesitam, por exemplo, em pôr no olho da rua centenas ou milhares de operários todos os anos.
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22 de junho de 2016

Estudantes Denunciam as Péssimas Condições das Escolas em Audiência na Assembleia Legislativa



Em audiência pública realizada na tarde desta quarta-feira (22) na Assembleia Legislativa do Amapá (ALAP), estudantes, professores e pais de alunos protestaram contra o atual quadro de abandono da educação pública amapaense, marcado principalmente pelo avançado processo de sucateamento das escolas em todo o estado.

Os estudantes foram enfáticos nas intervenções sobre a grave condição das suas escolas, denunciando em alto e bom som a falta de estrutura, de climatização nas salas de aula, de limpeza, de água, de energia elétrica, de merenda de qualidade, de segurança, entre muitos outros pontos de conhecimento geral, mas há muito tempo negligenciados pelos deputados, secretários e, acima de tudo, pelo atual governo do estado sob o comando de Waldez para o qual nem alunos e muito menos profissionais da educação são prioridade.

Com muita disposição de luta, os estudantes ainda promoveram um ato combativo de ocupação da Avenida FAB, levando acertada e literalmente a luta para as ruas com faixas, cartazes e palavras de ordem ao som de apitos, deixando clara sua revolta contra os ataques que têm sido promovidos contra seus direitos, sobretudo no que se refere à educação pública de qualidade, apenas prevista na Constituição Federal, mas que na prática constitui letra morta.

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